Gravidez - O Parto
 

Saúde: Direitos e Deveres de Cada Um
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece alguns dos deveres das instituições de saúde, governo e população. Pouca gente sabe, mas hospitais e maternidades públicas e privadas devem divulgar valores de taxas de procedimentos como anestesias, analgesias, cesáreas, episiotomia, etc.
As instituições de saúde devem, segundo a OMS respeitar o direito das mulheres de decidir, por exemplo, sobre o destino da placenta e demais práticas que possam ter valor cultural. Também é dever da instituição médica procurar oferecer condições para que o bebê permaneça o mais tempo possível com a mãe - o fato do recém-nascido estar em observação médica não justifica o afastamento. Além disso, o hospital ou a maternidade deve ainda incentivar a presença de um acompanhante no parto e puerpério.
O governo, por sua vez, deve criar mecanismos para estimular a formação de obstetrizes e parteiras profissionais, para acompanhar o parto, nascimento e a fase pós-parto. As políticas adotadas sobre tecnologias apropriadas ao nascimento para o serviço de saúde privado deve ser o mesmo para as instituições públicas de saúde. Também é papel do governo estimular a formação de grupos femininos de auto-ajuda, com o objetivo de promover apoio social e compartilhar informações relacionadas ao parto.

De Malas Prontas
Com um mês de antecedência é recomendável que a gestante deixe tudo pronto para a hora do parto. A mala que levará para o hospital é um detalhe importante, que deve ser providenciada com calma e atenção, evitando assim imprevistos. Antes de fazer a mala, verifique se a maternidade fornece artigos para o bebê como fraldas e mantas.
Na Sua Mala não Deve Faltar:
meias quentes (mãe/bebê)
máquina fotográfica com filme
2 pijamas ou camisolas
absorventes higiênicos grossos
calcinhas de algodão
sutiãs para amamentação
protetores de seios
roupa para sair do hospital
2 conjuntos de roupa para o bebê
fraldas descartáveis
produtos de higiene pessoal (shampoo, sabonete, etc)

Dicas
Algumas maternidades fornecem a lista para o bebê. Se você já sabe para onde irá, procure saber com antecedência tudo que precisará levar (algumas maternidades fornecem fraldas descartáveis, confira para não ser pega de surpresa e ter que sair correndo para comprar).
Deve-se prever que o bebê, às vezes, pode ser trocado mais de uma vez por dia. Incidentes como, xixi que vazou, cocô que escapou devem ser levados em conta. Por isso, o cálculo do número de roupinhas do bebê deve sempre ser para mais de uma troca.
Não se esqueça de que todas as roupinhas devem estar devidamente limpas e passadas.
Para facilitar, procure colocar em um saco plástico bem limpo: um conjunto pagão, um macaquinho, um casaquinho de lã ou linha, um par de meias, uma fralda descartável (se o hospital não oferecer), um vira-manta e uma manta.
Faça seis saquinhos como este, lembrando que a manta e o casaquinho de lã ou linha, se não estiverem sujos, podem ser usados na nova troca do bebê.
Este mesmo saquinho servirá para a enfermeira trazer a roupinha suja que foi trocada.

O Dia do Parto
Após meses de espera, finalmente você poderá ver o rostinho do seu bebê. A apreensão neste momento é normal, mas saiba que quanto mais relaxada e confiante você estiver, melhor será o seu parto. Fique atenta aos sinais de que chegou a hora para que não confunda as contrações das últimas semanas, com as contrações do parto.

Sinais
O tampão que bloqueia o colo do útero sairá da vagina com uma coloração similar a do sangue. Espere até sentir as dores características do trabalho de parto, pois muitas vezes o tampão cai dias antes do parto. O rompimento da bolsa, quando um jato de água escorre, é o sinal esperado para que você se encaminhe até a maternidade.
Neste momento, ligue imediatamente para o seu médico e o informe sobre possíveis contrações.
Quando as contrações começarem, marque o tempo de seus intervalos. A medida em que ficarem menos espaçados, mais fortes e frequentes, você estará em trabalho de parto. No caso de contrações a cada cinco minutos, ande devagar, tome um banho morno para relaxar (se a bolsa não tiver rompido).
Ao chegar ao hospital, um médico deverá fazer exames de rotina, verificará a sua ficha médica e perguntará sobre a freqüência das suas contrações. Após vestir a roupa do hospital, a enfermeira medirá a pressão arterial, temperatura e pulsação e, o médico, provavelmente fará um exame de toque para verificar a dilatação do colo do útero. O bebê também deverá ser examinado, através do apalpe da barriga e com a avaliação do batimento cardíaco, realizado com um estetoscópio de Pinard ou um sonar. Este exame é importante para avaliar se o bebê está recebendo a quantidade de oxigênio adequada e suficiente durante as contrações.
O pai da criança tem papel fundamental neste momento. Durante as contrações, procure dar apoio e carinho à sua mulher, lembre-a das técnicas de respiração, massageie as costas dela, dê-lhe água, apoie suas solicitações e jamais se magoe se ela se irritar com você. O nervosismo dela é normal.
Na hora do parto respire da forma indicada pelo médico,concentre-se nesta respiração, confie e siga todas as orientações dos especialistas. Boa sorte!

Saiba Mais Sobre as Contrações
As contrações são conhecidas como um alerta para a mãe. Quando elas chegam é sinal que aquele momento tão especial e aguardado está bem próximo. Mas nem todas as contrações indicam que o trabalho de parto se aproxima, pois gravidez, por si só, gera contrações naturais do útero.
?São indolores e ocorrem de hora em hora?, afirma o obstetra, coordenador do Pré-natal Especializado e chefe do pronto-socorro da Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), dr. Abner Augusto Lobão.
Por sua vez, as contrações de Braxton-Hieks ocorrem pela tentativa involuntária de expulsar o bebê antes ou durante o trabalho de parto. O nascimento é considerado prematuro quando ocorre antes da trigésima sétima semana. “Periodicamente se mantém e depois acelera até chegar bem próximo do trabalho de parto”, informou o obstetra.
As contrações começam com intervalos de 30 minutos e terminam com intervalos de três a quatro minutos. “A partir daí fica mais dolorosa. Esta dor está relacionada com a dilatação do colo do útero”, enfatiza o médico.
De modo geral, o parto normal é realizado quando a dilatação do útero chega a 10 centímetros e, no caso do primeiro filho, o trabalho de parto pode durar até 12 horas. Isso ocorre quando a mãe tem contrações mais ou menos ritmadas. Nas gestações seguintes, o trabalho de parto pode chegar, em média, a até 8 horas.

Hora de Nascer
O feto com menos de cinco meses já tem uma audição bem desenvolvida e sua memória é capaz de guardar algumas informações, inclusive sensações emocionais. Mas, o desenvolvimento depende muito do que a mãe faz. Tudo passa para o filho, alimentos, drogas ou emoções. Até o oxigênio é o mesmo! Quando a mãe realiza muito esforço, por exemplo, falta oxigênio para o feto.
Mas não é só a mãe que influencia no estado da criança. O ambiente em que a gestante se insere é muito importante. Muito barulho, sons estridentes, deixam o feto estressado, enquanto lugares calmos, em que há harmonia fazem bem para o bebê. A seqüência de notas musicais funciona como um estímulo ao sistema nervoso embrionário e a exposição constante a determinados sons faz com que estes sons tornem-se familiares para a criança. Cantar para o bebê, falar com ele também são práticas que fazem bem à saúde, tanto da mãe quanto do bebê.
Quanto mais natural for o parto, melhor. É bom que esteja claro que a separação do corpo da mãe é um grande trauma para o bebê que leva algum tempo para se adaptar à nova realidade. Está ainda muito frágil e indefeso. O contato de pele logo após o nascimento é muito importante, tanto para o bebê quanto para a mãe. Para a criança, o contato diminui o choque da separação e, para a mãe, é um estímulo à produção de um hormônio que diminui a hemorragia, além de ser uma recompensa natural depois do sofrimento do parto.
É natural que o bebê seja inseguro quando está aprendendo a falar, a caminhar. Mas essa insegurança deve ser vencida com a ajuda dos pais, que devem sempre estar presentes ao lado do filho para que ele sinta que tem com quem contar.
Quando o bebê nasce, sua visão ainda não está constituída, já que começa a se formar após o nascimento. Nos primeiros meses é importante estimular a visão do bebê, mostrando objetos coloridos em movimento, colocar o rosto na frente da criança... Nesta fase, o que mais interessa ao bebê são as pessoas, principalmente as que cuidam dele, e o contato humano é essencial para o desenvolvimento psico-emocional.
Amor - eis o que a criança mais precisa. O sentimento de rejeição pode causar danos psicológicos sérios para a criança no futuro. Atenção constante não é mimo, pois a criança deve conhecer também seus limites.
As relações entre o casal e dos pais com o bebê funcionam como modelo para o desenvolvimento emocional da criança. O mundo vai se desvendando aos poucos aos olhos desse novo ser que se desenvolve, e o lar é o microcosmo em que constrói suas primeiras impressões do mundo.

Amarrada à Mesa do Parto
Muitas mulheres ainda temem ser amarradas à mesa de parto. Este procedimento caiu em desuso há algum tempo, no entanto, dependendo da rotina do hospital, pode ser colocado em prática. Neste caso, pés e pernas da gestante serão amarrados. O uso de tal técnica surgiu da necessidade de manter as pernas da parturiente elevadas e fora do caminho para que o obstetra tivesse espaço suficiente para trabalhar. Serve também como precaução para chutes involuntários durante as contrações mais dolorosas.
Atualmente, na maioria das vezes, os obstetras pedem apenas que a gestante mantenha as mãos acima da cintura. A variedade de posições para o parto também fez com que o uso dos estribos (peças para prender os pés das gestantes) diminuísse, fazendo com que a clássica posição da mulher deitada com as pernas elevadas e abertas fosse substituída. Outro motivo está na forte oposição feita por mulheres que querem manter o controle na hora do parto e participar ativamente do nascimento de seus filhos.
Para estar mais segura na hora do parto, converse antes com o seu obstetra, conte a ele os seus receios e solicite a opinião dele. É muito provável que o seus desejos sejam respeitados, ou que vocês consigam chegar a um acordo sobre o melhor método a ser administrado.

Posições para o Parto

Chegou finalmente o dia do parto e você mal pode esperar para ter seu bebê nos braços. É bom que saiba que além da posição de parto que mais conhecemos - deitada na cama, apoiada em travesseiros - existem também outros tipos de posições para o parto normal.
Você pode ficar sentada na cama, com as costas apoiadas em travesseiros, o queixo abaixado e segurando as coxas enquanto faz força. No intervalo entre as contrações, relaxe para trás sobre os travesseiros. Outra opção é ficar de cócoras, pois esta posição facilita a abertura da pelve e usa a gravidade para ajudar a fazer força. No entanto, pode ser cansativo se você não tiver realizado durante a gravidez exercícios para o fortalecimento da pelve.
Menos cansativo que ficar de cócoras, pode ser ficar de joelhos: com um ajudante de cada lado, você conseguirá ficar mais estável.

Parto Normal
Parto Normal é Vantajoso Para a Mãe e Para o Bebê
As vantagens do parto normal são tantas que é difícil enumerá-las. Para o lado psicológico, a interação mãe-bebê é muito favorecida pelo parto natural, no qual os laços de ligação são potencializados, quando comparados a uma cesárea. O fato do bebê poder mamar já na sala de parto e da mãe estar mais disposta à convivência inicial, sem as dores do corte na barriga, feito na cesárea, e com uma anestesia em geral que permite uma movimentação muito mais fácil e precoce, fazem com que o vínculo seja mais estreito nesta condição.
Do ponto de vista físico, no parto normal não há cicatriz aparente, a possibilidade de dores abdominais por aderências é infinitamente menor, assim como a chance de hemorragias e infecções. A recuperação pós-parto é praticamente imediata, podendo a mulher voltar aos seus afazeres bem mais rápido. As complicações anestésicas são menores, pois a quantidade de anestésico não precisa ser tão grande.
De acordo com o Dr. Abner Lobão Neto, coordenador do Pré-natal Especializado e chefe do Pronto-Socorro de Obstetrícia da Escola Paulista de Medicina, as vantagens para a criança também são imensas. "Costumo utilizar um exemplo bem prático: imagine-se num sono profundo, num ambiente escuro, quentinho e acolhedor, sem nem precisar respirar. De repente empurram você. Sua cabeça é apertada pela mão de um gigante; você se vê num ambiente gelado, barulhento e com uma super luz bem nos seus olhos. Ainda por cima tem que se virar para respirar sem nenhum aviso ou sinal prévio. Este é um bebê, nascendo por parto cesárea", exemplificou.
O bebê do parto normal, por outro lado, recebe um "aviso biológico" de que sua hora de nascer está chegando e, portanto, "prepara-se" melhor para este momento, nascendo mais "esperto" e com menos problemas de adaptação.

Parto de Cócoras
O parto de cócoras durante praticamente toda a humanidade foi a forma de dar a luz mais utilizada e hoje, após um longo período de esquecimento entre a civilização moderna, volta a ser uma opção procurada.
No Brasil, deve-se a um trabalho pioneiro dos Drs. Moisés e Claudio Paciornik que, na década de 70, o estudaram em uma Comunidade Indígena do Paraná e introduziram a prática em seu hospital.
Segundo o Dr.Adailton Meira, Ginecologista e atual coordenador do REHUNA ( Rede para Humanização do Parto e Nascimento ), este procedimento traz diversas vantagens para mãe pois facilita a liberação ( saída ) da cabeça e propicia um parto com menos intervenções, como o corte do perioneo além do fato da mãe sentir mais e participar do parto. No caso do Bebê, este também se beneficia pois é mais rápido, e recebe melhor aporte de sangue.

Como é?
A parturiante pode ficar caminhando ou em baixo de um chuveiro ou deitada de lado durante o processo da dilatação. No momento chamado expulsivo, ela se posiciona de cócoras, usando como apoio uma cadeira ou cama apropriada para este procedimento ou também com o apoio do marido que serve como apoio físico e psicológico.

Certidão de Nascimento. O que Fazer...
É muito fácil tirar o certidão de nascimento do bebê, tarefa realizada, normalmente, pelo pai. Ocorre que na ocasião, a mamãe está em recuperação, ainda na maternidade.
Para fazer o registro oficial é necessário que o pai apresente no Cartório de Registros a via amarela da declaração de nascimento, cedida pelo hospital na ocasião do nascimento do bebê. Além disso, é fundamental levar a certidão de casamento e a cédula de identidade.
Caso os pais não sejam casados no civil, além da via amarela, é necessário que o casal compareça ao cartório e apresente, obrigatoriamente, o RG. O registro poderá ser feito em um cartório próximo ao hospital ou à residência dos casal, das 9 às 16 horas.

 

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