Meu Bêbe - Matéria 1: Insônia

Dormindo como um anjinho
A insônia é um mal que atinge milhares de crianças em todo o mundo. Elas têm dificuldades de pegar no sono, choram, acordam diversas vezes durante a noite e dormem muito menos do que o esperado. Mas acredite: a culpa, quase sempre, é dos pais.
Pesquisas mostram que 35% das crianças com menos de cinco anos de idade sofrem desse problema. As causas podem ser físicas, como dificuldades respiratórias, ou psicológicas, como o sonambulismo, mas a maioria esmagadora das crianças não dorme devido ao mau condicionamento na hora de nanar.
A verdade é que as crianças precisam aprender a ir para a cama sozinhas, precisam acertar o seu pequeno relógio biológico para dormir e acordar na hora adequada. É claro que cada criança tem um ritmo diferente e precisa de mais ou menos horas de sono, mas todas elas precisam aprender a dormir sozinhas e ter um sono tranqüilo e reparador durante toda a noite.
Muitos pais não sabem o que fazer na hora em que a criança começa a chorar e fazer manha. Será melhor deixar a luz do quarto acesa? Devemos pegar a criança no colo ou contar uma história? Que tal deixar ela dormir na cama com os pais? Uma volta de carro ajuda?
Para tirar essas e outras milhares de dúvidas o médico especializado em distúrbios do sono Eduard Estivill escreveu o livro "Nana, nenê", da editora Martins Fontes, que chegou recentemente ao Brasil.
Ele funciona como um guia e mostra aos pais que é possível resolver o problema da insônia infantil. Em poucas páginas e com uma linguagem bem acessível o autor ensina um método simples que funcionou em 96% dos casos em que foi aplicado.
O médico diz que quando a criança acorda no meio da noite os pais pegam no colo, fazem carinho, cantam músicas de ninar. Dessa forma, a criança aprende a dormir somente nessas condições e se um dia não tiverem isso, elas vão chorar e ter dificuldades de pegar no sono.
No livro "Nana, nenê" os pais aprendem que a criança deve ficar sozinha na hora de dormir, ou seja, a criança deve ser acomodada na cama ainda acordada e os pais devem sair do quarto antes da criança pegar no sono.

Deve-se ainda criar uma rotina para a criança na hora de ir para a cama como tomar banho, escovar os dentes, ver um pouquinho de tv ou ler um livro antes de apagar a luz. Ter um boneco ou bichinho de pelúcia fazendo companhia na cama ajuda a criança a não se sentir sozinha.Em caso de choro, os pais devem resistir a tentação de pegá-la no colo. Eles podem entrar no quarto para inspirar confiança e dizer para a criança que ela não está sozinha e que está na hora de dormir. Mas eles devem sair rapidinho, antes que ela adormeça.
O sono dos pequenos - O sono da criança sofre várias alterações durante a infância. Para que os pais saibam como controlar o sono dos seus filhos é preciso que entendam como ele funciona.
Um bebê recém-nascido passa o dia praticamente dormindo. Ele não distingue o dia da noite e seu estado natural é o sono. Em média, eles dormem 16 horas por dia, mas dependendo do ritmo do recém-nascido pode atingir 20 horas diárias de sono.
Aos três meses o bebê começa a mudar os seus hábitos, prolongando aos poucos o seu período de sono noturno. Por volta dos seis meses é normal que o pequeno durma cerca de 12 horas durante a noite e não chore na hora de ir sozinho para o berço. A partir daí, a criança começa a ficar mais tempo acordada durante o dia e ter um sono sem muitos intervalos durante a noite, até que consiga dormir uma noite inteira sem acordar.
A sesta, ou seja, o soninho depois do almoço, é superimportante durante a primeira infância. Normalmente, a criança deixa de fazer a sesta por volta dos três anos ou quando começa a ir para a escola, mas o ideal é que ela possa cochilar no comecinho da tarde até os quatro anos de idade. Se a criança estiver muito cansada a noite, ela dorme muito profundamente, o que facilita episódios de sonambulismo.
Dicas 0 a 3 anos - Bebês que dormem mal ficam dependentes de quem cuida deles e podem ter problemas de crescimento, já que esse hormônio é produzido durante o sono.
3 a 6 anos - As conseqüências de uma noite mal dormida para as crianças são dificuldades de se relacionar com outras crianças, fracasso na escola, irritabilidade e mau humor.
6 a 9 anos - A criança que ainda não superou a batalha na hora de dormir depois dos cinco anos está mais propensa a ter insônia pelo resto da vida. Elas poderão ter medo de ir para a cama, pesadelos, sonambulismo, etc.


Meu Bêbe - Matéria 2: Como dar remédios
 

Como dar remédios aos bebês?
O seu bebê ficou doente e o pediatra prescreveu medicamentos? Prepare-se, você tem mais uma preocupação: qual seria o jeito mais fácil de administrar esses remédios?
Em primeiro lugar, ponha um babador no bebê e tenha sempre à mão lenços de papel. Se seu filho tem menos de seis meses, esterilize todo o material a ser usado com água fervente. No caso de bebê que ainda não se sentam, segure-o do mesmo modo que você faz quando o amamenta. Caso contrário, ponha-o no colo com um dos braços da criança para atrás de suas costas, segurando firme o outro braço, para que ele não se agite.
Quando for usar uma colher-medida, meça a dose e divida em duas colheres. Pegue seu bebê e apoie a colher no lábio inferior dele. Faça-o sugar a primeira parte do remédio e, do mesmo jeito, ofereça o resto da dose. No caso do conta-gotas, o ideal é medir a dose com uma colher e depois aspirar um pouco com o conta-gotas, colocando-o em seguida na boca do bebê, pingando o remédio. Depois, dê o resto da dose.
Se o seu bebê for muito novo, tome precauções para que ele não engasgue. Quando já tem dentinhos, é desaconselhável o uso do conta-gotas. Em alguns países, usa-se uma espécie de bisnaga de vidro para dar remédios aos bebês. Neste caso, passe a dose para a bisnaga e apoie o bico no lábio inferior do bebê; vá inclinando-a aos poucos para que o medicamento escoe para dentro da boca do bebê.
Às vezes, o bebê pode relutar em tomar o remédio. Caso isto ocorra, deixe que ele sugue o seu dedo. Meça a dose na colher-medida, pegue seu bebê no colo, molhe o seu dedo na colher e ponha-o na boca do bebê, estimulando-o a sugar todo o remédio.

 

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